sexta-feira, 9 de agosto de 2019

A criança com Fibrose Cística!





Hoje resolvi falar um assunto bem importante, a inclusão da criança com Fibrose nas escolas, eu senti  na pele isso quando entrei na primeira série, pois no jardim tudo era brincadeira e não tinha noção da seriedade desse assunto, logo no primeiro dia de aula já sofri o preconceito por parte da professora ao me colocar no final da sala pois eu era "diferente" dos outros colegas e seria melhor não estar junto aos outros, a partir daquele momento criou um bloqueio na minha cabeça e não queria ir mais a escola de jeito nenhum, imaginem uma criança de 7 anos escutar a sua prof dizer que era diferente na frente de todos? 
Bom, aquela situação só foi resolvida quando mudei de turma, tive a sorte de ganhar uma professora que mudou completamente aquilo que  eu sentia...❤
Baseado nisso quero compartilhar um artigo do site Unidos Pela vida sobre a adaptação da criança fibrocística nas escolas!
Com certeza será muito útil!  Bom final de semana!







A Criança com Fibrose Cística na escola



A entrada da criança na escola é um momento marcante para todas as famílias, especialmente aquelas que possuem membros com Fibrose Cística (FC). Esse momento é composto por uma mistura de sensações e sentimentos; crianças e pais ou responsáveis sentem, principalmente, animação, ansiedade, medo e insegurança diante desse aguardado processo ¹.
Apesar da escola ser um ambiente voltado para aprendizagem e novas descobertas, é possível que as crianças com FC tenham alguns problemas, relacionados aos sinais e sintomas da doença, rotinas e efeitos colaterais dos tratamentos, mas também por causa de sentimentos como rejeição e isolamento por vergonha dos colegas².
Geralmente, é nesse novo contexto que a doença passa a ser reconhecida pela criança, ou seja, que ela percebe que tem rotinas diferentes dos colegas, especialmente com relação às condutas de tratamento e aos sintomas de menor peso/altura e tosse frequente. Quando o ambiente escolar não auxilia nessas situações, podem surgir comportamentos de vergonha, isolamento ou redução da adesão às medidas de tratamento, como deixar de ingerir as enzimas antes da alimentação, o que pode trazer efeitos negativos para a doença e qualidade de vida ²’³.
Além disso, é preciso considerar que as crianças podem ter pouco tempo para realizarem as tarefas de casa, devido a rotina de tratamento, ou podem ter faltas por infecções ou períodos de internamento. Essas situações precisam de maior auxílio e apoio dos educadores, para que o aluno retome a aprendizagem no ritmo da turma e compense os conteúdos perdidos, pois a reprovação pode desestimular os estudos 4.
Por esses e outros motivos, quando crianças com FC começam a frequentar a escola, elas podem precisar de um plano educacional individualizado, com permissões, serviços ou mudanças especiais para poderem manter suas necessidades de saúde, especialmente a rotina de tratamento. Porém, isso não significa que as crianças são incapazes de aprender, apenas que a FC pode impactar as vezes nos estudos e que as modificações são necessárias para reduzir essa influência²’³.
Para lidar com essas situações da melhor maneira, listamos as seguintes sugestões para pais ou responsáveis e professores:
  • no início do ano letivo, pais e responsáveis podem conversar com a equipe pedagógica para explicar o que é a doença e quais os cuidados necessários todos os dias (por exemplo, ingestão de enzimas, água, medicamentos com horários, inalação, contaminação, dentre outros); 
  • disponibilizar os contatos de emergência, com o número dos pais e profissionais de saúde que atendem o aluno;
  • fornecer informações precisas sobre a doença de acordo com a idade e nível de compreensão da criança e dos colegas em sala; 
  • ensinar os demais alunos da sala sobre boas práticas de higiene, para reduzir riscos de contaminação e disponibilizar álcool em gel na entrada da sala;
  • proporcionar um ambiente seguro e confortável para que a criança com FC possa expressar seus sentimentos e sensações, especialmente com relação à escola.
A FC não deve impedir que a criança tenha uma experiência completa e gratificante na escola. Com o estabelecimento de compromissos, pequenos ajustes, trabalho em equipe entre pais, educadores e profissionais de saúde e muito amor, dedicação e paciência é possível garantir que esse momento de aprendizagem seja marcado por boas memórias para todos.